Este é um espaço virtual que abriga textos escritos por alunos, alunas e um professor da graduação em Teatro: Licenciatura da Uergs (Universidade Estadual do Rio Grande do Sul)
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Aqui, a partir de agora, postaremos textos escritos por Fernanda Moreno, Marcelo Ádams, Mariliza Tavares, Mariana Marques, Stefanie Loyola e Tiago Martinelli, em formatos e temas variados. Sintam-se à vontade para ler!
eu estendo minha mão, tá tocando sem nome, mas com endereço da Liniker. eu coloco minha mão na sua cintura. era pra gente ter saído pra uma peça de teatro. tu coloca a mão envolta do meu pescoço. o meu celular pifou e eu não sabia mais que endereço era. a gente ri alto de estar fazendo algo tão bonito. você também tava sem celular. você também olhava dentro dos meus como se tivesse alguma certeza. é de noite, achei perigoso sair sem nada. a gente começa um dois pra cá, dois pra lá, três pra algum lugar e quatro pra qualquer outro. a gente não para de rir e de repente o clipe da música tá projetado entre nós. e enquanto eles se movem dentro da água, a gente flutua em uma galeria de arte amadora. o riso parece com aquele quando a gente se encontrou pela primeira vez. a forma com que a gente tava entrelaçada foi igualzinho àquele show do Jorge Ben Jor que a gente não sabia que era dele, mas ficamos até quase a última música. o olhar era o mesmo dos corr...
Queria ser estimação de alguém, ser particular, exclusivo, desejado... estimado. O seu rest o é a minha fome, minha amiga. Eu gostaria de estar um lugar quente, Mas você me força e me empurra para lugares escuro s e escusos, tenho medo e sobrevivo Entranha.. Me e stranha. Você me hospedaria? Seria minha casa e abrigo? Me convida para entrar com a sua permissão. Eu prometo me comportar e crescer apenas pela sua vontade. Eu queri a ser um bicho simplesmente Mudar o “a” pelo “o” Batizado. Único e exclusivo, animal estimado. Classificado, saindo pela sua boca m ole e m deslizes e debates Solium Me chama pelo meu nome: Bicha, l ombriga , larva , verme , parasita , doença ... Meu olhos não vêm, mas meu coração sente.
Estávamos todos dançando loucamente com os olhos fechados. Senti meu coração pulsar forte, abri os olhos, tudo girava muito rápido. A música entrava em mim, já não sabia diferenciar os sons. O grave entrava na minha cabeça, percorria meu corpo inteiro. Calor, muito calor. Avistei ela do outro lado da sala escura. Apenas uma luz piscando. Sede. Minha visão estava ficando turva. Decidi pegar mais uma cerveja. Passei por umas pessoas que estavam cheirando anestésico. Alguém me chama. Acho que tá na hora de parar com a bebida. Sorri com olhos fechados, mas quem disse que eu conseguia abrir os olhos? Tô bem, tô ótima. Continuei. Não sentia meu corpo, que delícia não sentir o corpo. Quanto tempo fazia que eu não ficava assim? A única coisa que me veio na cabeça naquele momento era “por que demorei tanto tempo para ficar assim outra vez?”. Peguei a cerveja. Batida da música entrava em mim, saía de mim. Senti alguém colocar um fone no meu ouvido, daí não sabia mais onde estava. Lembrei daqu...
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