Este é um espaço virtual que abriga textos escritos por alunos, alunas e um professor da graduação em Teatro: Licenciatura da Uergs (Universidade Estadual do Rio Grande do Sul)
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Aqui, a partir de agora, postaremos textos escritos por Fernanda Moreno, Marcelo Ádams, Mariliza Tavares, Mariana Marques, Stefanie Loyola e Tiago Martinelli, em formatos e temas variados. Sintam-se à vontade para ler!
Queria ser estimação de alguém, ser particular, exclusivo, desejado... estimado. O seu rest o é a minha fome, minha amiga. Eu gostaria de estar um lugar quente, Mas você me força e me empurra para lugares escuro s e escusos, tenho medo e sobrevivo Entranha.. Me e stranha. Você me hospedaria? Seria minha casa e abrigo? Me convida para entrar com a sua permissão. Eu prometo me comportar e crescer apenas pela sua vontade. Eu queri a ser um bicho simplesmente Mudar o “a” pelo “o” Batizado. Único e exclusivo, animal estimado. Classificado, saindo pela sua boca m ole e m deslizes e debates Solium Me chama pelo meu nome: Bicha, l ombriga , larva , verme , parasita , doença ... Meu olhos não vêm, mas meu coração sente.
Estávamos todos dançando loucamente com os olhos fechados. Senti meu coração pulsar forte, abri os olhos, tudo girava muito rápido. A música entrava em mim, já não sabia diferenciar os sons. O grave entrava na minha cabeça, percorria meu corpo inteiro. Calor, muito calor. Avistei ela do outro lado da sala escura. Apenas uma luz piscando. Sede. Minha visão estava ficando turva. Decidi pegar mais uma cerveja. Passei por umas pessoas que estavam cheirando anestésico. Alguém me chama. Acho que tá na hora de parar com a bebida. Sorri com olhos fechados, mas quem disse que eu conseguia abrir os olhos? Tô bem, tô ótima. Continuei. Não sentia meu corpo, que delícia não sentir o corpo. Quanto tempo fazia que eu não ficava assim? A única coisa que me veio na cabeça naquele momento era “por que demorei tanto tempo para ficar assim outra vez?”. Peguei a cerveja. Batida da música entrava em mim, saía de mim. Senti alguém colocar um fone no meu ouvido, daí não sabia mais onde estava. Lembrei daqu...
Daqui de cima eu vejo tudo super bem, o ângulo aberto ajuda, claro. Os “mil olhos” que vocês dizem que eu tenho na verdade são os omatídeos. Tipo, eu tenho uns quatro mil desses, e cada um me ajuda a enxergar quase 360 graus. Isso significa um giro completo, pra quem não entende de trigonometria. Por isso é tão difícil me pegar, porque quando vocês estão pensando em levantar a mão eu já tô lá do outro lado da sala. Omatídeos, vejam só. Omatídeos é uma palavra estranha, não fui eu que inventei, eu sempre lembro de ovo, omatídeo, ovo... mas eu peguei pra mim, assim mesmo. Não vou ficar explicando tudo, porque só quem enxerga como eu sabe como é. Lugar de fala. Basta vocês saberem que eu enxergo bem pra caralho. Tá, desculpa aí, já tô me perdendo em devaneios. Eu sou assim, fazer o quê. Nasci cheio de devaneios e de omatídeos. Eu não vivi muito, comparando com a idade do planeta, mas posso dizer que minha experiência de quase três semanas de existência me autoriza a tirar algumas c...
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