Eu vejo um círculo de luz, por Tiago Martinelli
Há um círculo de luz
Somente por ali que defino dia e noite
Chuva e sol
É uma prisão: lacrada, fechada e armada
A comida é farta e a bebida também
Quando lembram que eu também sinto fome e sede
Aqui sou impedido de fazer o que nasci pra fazer
Até me preparo e me arrisco
Mas bato e caio
Subo as escadas lamentando a minha impossibilidade
Volto para o meu mundo em um círculo de luz
Onde fantasio minha existência fora daqui
Cantando, comendo e bebendo
Passo os dias esperando pelo nada
Repetindo tudo
E uma das coisas que são certas
é a imagem quadriculada do
Círculo de luz.

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